🍶 Iogurte Grego

O iogurte grego é um concentrado de proteínas — cerca de 15g por xícara, com probióticos que cuidam da flora intestinal, cálcio essencial para a saúde óssea e vitamina B12. Mais denso que o iogurte comum por causa da coagem do soro de leite, o iogurte grego é o ingrediente mais versátil da cozinha fit brasileira.

Marcas brasileiras de iogurte grego: como escolher e o que evitar no rótulo

O Vigor é o iogurte grego mais procurado e amado pelos brasileiros, segundo o ranking do site Já Provei — destaca-se pela cremosidade e pelo sabor suave sem ser excessivamente doce, disponível nos sabores baunilha, coco, raspas de limão, mamão, café e mel. O Itambé é o segundo mais popular, com versão tradicional e sabores únicos como mousse de maracujá e doce de leite — este último exclusivamente brasileiro. O Batavo (Holandesa) tem seu destaque no sabor Flocos — uma combinação de iogurte grego com raspas de chocolate, também exclusiva do mercado brasileiro. O YoPRO da Danone é a linha ultra-proteica: com até 17g de proteína por pote, é o favorito dos frequentadores de academia brasileiros. A Nestlé Grego Tradicional e a Danone completam o mercado. A nutricionista Tatiana Hirooka alerta: «existem muitas diferenças entre as marcas, especialmente em relação ao teor de proteína, gordura saturada, sódio, calorias e cálcio por porção». Na hora de comprar, leia o rótulo: os principais ingredientes do iogurte grego verdadeiro devem ser leite e fermento lácteo (probióticos). Evite produtos com espessantes (gelatina, amido de milho modificado, goma guar, goma xantana) e creme de leite — eles imitam a textura densa sem o processo de coagem real. Procure por «culturas vivas e ativas» no rótulo — é o que garante os benefícios probióticos. Uma dica extra: o skyr islandês — que está ganhando espaço no Brasil — tem proteína ainda maior (até 11g por 100g) e textura mais densa ainda que o iogurte grego tradicional.

Iogurte coado caseiro, labneh árabe-brasileiro e receitas fit com iogurte grego

O iogurte grego pode ser feito em casa a um custo muito menor: despeje 1 litro de iogurte natural integral num pano de prato dobrado sobre uma peneira posicionada sobre uma tigela; leve à geladeira por 4-6 horas para a coagem do soro. O resultado é iogurte coado cremoso com maior concentração de proteína. Para fazer labneh — o queijo de iogurte árabe muito apreciado pelas comunidades árabe-brasileiras de São Paulo — estenda a coagem para 24h na geladeira e adicione sal; o resultado é uma pasta cremosa levemente ácida que vai sobre pão sírio com azeite e hortelã. Na cozinha fit, o iogurte grego substitui a maionese na salada de frango (metade das calorias, mais proteína), a creme de leite em molhos (mais leve, mesmo cremosidade), e o creme azedo em tacos e burritos. O smoothie bowl com iogurte grego (bata com manga congelada, banana e mel, despeje espesso na tigela, finalize com granola, coco ralado, frutas vermelhas) é o café da manhã fit mais fotografado do Instagram brasileiro. O molho de iogurte grego com ervas — misture iogurte natural sem açúcar com salsinha picada, cebolinha, alho amassado, azeite e suco de limão — é a versão brasileira do tzatziki grego que vai bem com frango, peixe e legumes grelhados. A raita indiana (iogurte + pepino ralado + cominho tostado + coentro) é a variação que entrou na culinária fit brasileira graças à popularidade da culinária indiana em São Paulo. Atenção à osteoporose: o iogurte grego é uma das melhores fontes de cálcio alimentar — consumi-lo diariamente contribui para a saúde óssea ao longo da vida.

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